Protected payment · BACEN-licensed payment institution Brazil BRL
I want to rentFor those looking for equipment already listed (offers).I want to listFor those who want to list equipment or post a demand.

Investimento cai para 16,1% do PIB: por que o Brasil compra máquina de fora e usa cada vez menos capital próprio

06 de setembro de 2026 · Moreco — Release de imprensa

A economia cresceu, mas a taxa de investimento CAIU para 16,1% do PIB — e boa parte das máquinas veio importada (IBGE, 01/09). Traduzimos o que esse número diz sobre o apetite produtivo do Brasil e o que muda para quem precisa de equipamento sem imobilizar capital. Fio 🧵👇

Os dados das Contas Nacionais Trimestrais divulgados pelo IBGE em 1º de setembro de 2026 trouxeram um retrato ambíguo do apetite produtivo brasileiro. De um lado, os investimentos medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceram 1,2% no segundo trimestre ante o primeiro, sendo o principal vetor positivo da demanda interna. De outro, a taxa de investimento recuou para 16,1% do PIB no período, abaixo dos 16,6% registrados no mesmo trimestre de 2025.

O detalhe que passou despercebido em boa parte da cobertura merece leitura mais fria. Segundo o IBGE, o crescimento da FBCF no trimestre foi puxado pelo aumento da importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software — ou seja, parte relevante do investimento em máquinas e equipamentos que aparece no dado não representa produção industrial nacional, mas ativos comprados no exterior. No mesmo levantamento, a indústria de transformação e a construção civil recuaram 0,4% cada.

O pano de fundo setorial reforça o quadro. Balanço da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) apontou que, no primeiro quadrimestre de 2026, o faturamento do setor de máquinas e equipamentos caiu 12% frente ao mesmo período de 2025, com a receita líquida interna recuando 16,2%. Em dezembro de 2025, o presidente executivo da entidade, José Velloso, já havia resumido o momento em entrevista: 'Dinheiro tem no mercado, mas não tem apetite para fazer algo', citando os juros elevados da economia.

A combinação — investimento que cresce na margem, mas perde peso relativo no PIB, sustentado por importação e freado por juros — desenha um dilema concreto para pequenas e médias empresas e produtores: como acessar capacidade produtiva sem imobilizar capital caro num ambiente de crédito restrito. É exatamente nessa lacuna que se posiciona a Moreco, marketplace B2B (que também atende pessoas físicas) de locação de bens produtivos por assinatura, cujo lançamento formal está previsto para até 15 de setembro de 2026.

Em vez de comprar o equipamento, o locatário aluga o ativo diretamente de um locador terceiro, com a Moreco intermediando as duas pontas — modelo asset-light no qual a plataforma não é dona dos bens. Na prática, é uma forma de transformar um desembolso de capital (CAPEX) em custo operacional recorrente (OPEX), sem imobilizar recursos que fazem falta ao capital de giro em um cenário de juros altos. A tese não substitui o investimento produtivo próprio nem se aplica a todos os casos, mas oferece uma alternativa de acesso em um momento em que a taxa de investimento nacional está em retração relativa.

Os dados que sustentam esta análise são públicos e verificáveis: as Contas Nacionais Trimestrais do IBGE referentes ao segundo trimestre de 2026, divulgadas em 1º de setembro de 2026, e o boletim de conjuntura da ABIMAQ. Vale a leitura direta das fontes para acompanhar a evolução dos próximos trimestres — especialmente o comportamento da FBCF e da taxa de investimento diante da política monetária.

Ver equipamentos disponíveisVoltar pra Imprensa