A van que você comprou pro Dia das Crianças vai cobrar fatura em março
01 de outubro de 2026 · MorecoGerado por IA
Um buffet de casamento nunca compra 500 cadeiras pra usar um sábado por ano
Ele aluga. Monta o salão, recebe os convidados, desmonta tudo no domingo e devolve as cadeiras pra empresa que cuida disso. Nenhum dono de buffet de sucesso tem um galpão cheio de mobiliário parado 51 semanas do ano esperando o próximo casamento.
Agora troque "cadeira" por "van de entrega", "empilhadeira" ou "máquina de embalar" — e troque "casamento" por Dia das Crianças. A lógica devia ser a mesma. Mas não é assim que a maioria das empresas de logística e movimentação de carga pensa quando o pico de outubro bate na porta: o instinto é comprar mais um ativo fixo, não contratar capacidade por tempo determinado.
O número que devia estar no seu planejamento desta semana
Uma pesquisa da Área de Pesquisa e Inteligência da Fecomércio MG trouxe um dado que muda a conta de quem está decidindo comprar ou alugar capacidade extra de transporte pro Dia das Crianças deste ano. O percentual de empresários que acham que vão vender mais do que no ano anterior caiu de 40,2%, em 2025, para 29,1%, neste ano. Fazendo a conta simples com esse mesmo número — e essa leitura é nossa, aqui na Moreco: se só 29,1% dos lojistas mineiros têm certeza de que vão vender mais, isso quer dizer que quase 7 em cada 10 não estão nada confiantes de que o pico deste ano vai se repetir como em anos anteriores. É exatamente esse pico incerto que a frota, a empilhadeira ou a embaladeira da sua operação precisam estar prontas pra atender — sem ninguém saber, hoje, se ele vai vir forte ou fraco.
Entre os poucos que ainda esperam crescer, o motivo mais citado não inspira muita segurança: o principal argumento é o próprio otimismo em relação ao período, citado por 56,3% deles. O valor afetivo da data aparece em seguida, com 34,5%, enquanto 16% mencionam o aquecimento do comércio. Ou seja: a maior parte de quem aposta em vender mais está apostando em sentimento, não em indicador concreto de consumo — o tipo de previsão que não devia sustentar um financiamento de 36 meses.
E a janela desse pico continua curtíssima. Empresários esperam que 85% dos consumidores devem concentrar as compras na semana do Dia das Crianças — ou seja, toda a capacidade extra de movimentação que sua operação vai mobilizar serve, na prática, pra uma única semana do ano, cercada de incerteza sobre o tamanho real da demanda.
Mundo velho: comprar pra um pico que pode nem vir
O instinto do "mundo velho" diz: se o Dia das Crianças é uma data forte pro varejo, vale a pena comprar mais uma van, mais uma empilhadeira, mais uma embaladeira pra dar conta do recado.
Mas faz sentido imobilizar capital num ativo fixo pra aguentar um pico de sete dias, quando a própria confiança do setor em repetir o resultado do ano passado caiu de 40,2% para 29,1%? Imagine uma transportadora genérica que financia uma van 0km em 36 parcelas pra reforçar a frota de outubro: a prestação continua chegando em janeiro, fevereiro, março — meses em que a demanda volta ao normal e o veículo passa a maior parte do tempo parado no pátio. O capital que virou parcela de financiamento é exatamente o capital que vai faltar pra sustentar o caixa nos meses mais fracos do ano.
Mundo Moreco: capacidade que aparece quando o pico chega e desaparece quando ele passa
O contraste é simples de nomear: no mundo velho, ativo parado é "segurança" — você tem o equipamento, ele é seu, ninguém tira. No mundo Moreco, ativo parado é capital sequestrado: dinheiro que devia estar girando no seu negócio e está, em vez disso, imobilizado numa máquina que só trabalha de verdade uma semana por ano.
Na prática, isso significa contratar a van extra, a empilhadeira adicional ou a máquina de embalar por semana ou por mês — exatamente o tempo que o pico dura — em vez de assumir um compromisso de três ou quatro anos pra um evento que a própria pesquisa mostra que nem os lojistas têm certeza de como vai se comportar. Quando a demanda volta ao normal, o contrato termina junto, e o caixa que ficaria preso numa parcela longa continua livre pra capital de giro, manutenção da frota existente ou negociação com fornecedores — que é exatamente o que mais importa num cenário em que a confiança do setor caiu, não subiu.
Como decidir essa semana, não na véspera do dia 12
Se sua empresa depende de transporte, movimentação de carga ou embalagem pra dar conta do pico do Dia das Crianças, a pergunta não é "compro ou não compro" — é por quanto tempo eu realmente preciso desse equipamento rodando. Se a resposta for "algumas semanas", alugar via marketplace é a decisão que protege seu caixa dos dois cenários possíveis: se o pico vier forte, você tem a capacidade; se vier fraco — como quase 7 em cada 10 lojistas mineiros já estão temendo este ano —, você não fica pagando parcela de um ativo parado em dezembro, janeiro e março.
Na Moreco você encontra empilhadeiras, vans e equipamentos de movimentação disponíveis pra locação por assinatura, contratados pelo tempo exato que a sua operação precisa — sem o compromisso de longo prazo que trava caixa justamente no semestre mais incerto do varejo em anos. Cadastre sua demanda na plataforma agora e garanta a reserva do equipamento antes que a procura da última semana antes do dia 12 deixe sua operação sem opção — e volte aqui toda semana: é aqui que a gente vai continuar destrinchando, com dado real, cada decisão de comprar vs. alugar que separa quem sobra caixa de quem sobra parcela.
Fonte: https://www.em.com.br/economia/2026/09/7509890-varejo-esta-pessimista-com-as-vendas-do-dia-das-criancas-2026.html









