Selic a 14% às vésperas do Copom: por que 40% das máquinas no Brasil já são alugadas, não compradas
08 de setembro de 2026 · Moreco — Release de imprensa
14%. É a Selic que o Copom leva à mesa nesta semana — e o número que transforma cada máquina parada no pátio em capital imobilizado rendendo juros contra o seu caixa. Enquanto isso, um dado do setor passou quase despercebido: 40% do uso de máquinas e equipamentos no Brasil já é locação, não compra (Rental Market Report, KPMG/Analoc). A pergunta que fica: sua empresa ainda compra máquina — ou já migrou pro uso? Comenta o setor da sua empresa e qual foi a última decisão que você tomou aí.
**A véspera do Copom recoloca uma pergunta que a empresa brasileira vinha evitando: faz sentido imobilizar caixa comprando uma máquina quando cada real parado num ativo custa juros — e quando 40% do mercado já optou por não fazer isso?**
Nos dias 15 e 16 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para decidir os rumos da taxa Selic. A taxa básica de juros está em 14% ao ano, patamar definido na reunião de 5 de agosto de 2026, e o mercado acompanha se o ciclo de cortes terá continuidade. Independentemente do resultado, o custo de capital segue alto o bastante para tornar cada decisão de compra de equipamento uma conta financeira, não apenas operacional.
É nesse cenário que um dado do setor de locação merece releitura. Segundo o Rental Market Report, estudo elaborado pela consultoria KPMG a pedido da Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas (Analoc), com apoio da Sobratema, o mercado brasileiro de locação de máquinas e equipamentos deve alcançar R$ 52,9 bilhões em 2026 — crescimento de 7% sobre os R$ 49,4 bilhões de 2025, com avanço médio de 10% ao ano nos últimos cinco anos. O mesmo levantamento aponta uma penetração de 40% na relação locação versus propriedade, reunindo cerca de 50 mil empresas e 200 mil empregos.
**A leitura da Moreco:** o número de 40% desmonta uma crença antiga do mercado — a de que ter o ativo no balanço é sinônimo de segurança. "Durante décadas, ter a máquina no pátio foi tratado como patrimônio. Com juros a 14% ao ano, esse mesmo pátio virou capital imobilizado que poderia estar girando no negócio", afirma Thomaz Yves, sócio-fundador da Moreco. "Quando 40% do uso de equipamentos no país já é locação, não estamos diante de uma alternativa marginal, e sim de uma mudança estrutural de como a empresa brasileira decide entre possuir e usar."
A distribuição regional do mercado, segundo o Rental Market Report, mostra concentração no Sudeste (60%), seguido de Nordeste (15%), Sul (13%), Centro-Oeste (7%) e Norte (5%) — o que, na leitura da Moreco, indica que a maior parte do país ainda está no começo dessa transição.
A Moreco é um marketplace B2B (aberto também a pessoas físicas) de locação de bens produtivos, que conecta locadores e locatários sem ser dona dos ativos. A empresa prepara seu lançamento formal para setembro de 2026 e se posiciona nessa fronteira entre o capital imobilizado e o capital que gira: em vez de comprar o equipamento, o cliente acessa a capacidade produtiva por assinatura.
**Para pauta e entrevistas** com Thomaz Yves sobre a economia do uso, o efeito dos juros nas decisões de CAPEX e os dados do setor de locação, o contato está à disposição da imprensa.