Selic deve seguir em dois dígitos até 2027, aponta Focus — e isso muda a conta de comprar x alugar máquinas, diz Moreco
30 de outubro de 2026 · Moreco — Release de imprensa
Juro parado em dois dígitos até 2027 (Boletim Focus, 26/10/2026). Antes de financiar a próxima máquina, vale fazer a conta: comprar trava capital parado, alugar mantém a operação em movimento.
Existe uma crença corporativa antiga: ter o ativo é sinônimo de segurança. Mas quando o dinheiro custa caro, um equipamento próprio parado no pátio pode pesar mais no caixa do que proteger ele. É como manter um avião particular só para um voo por ano — o custo de tê-lo corre o ano inteiro, mesmo parado na maior parte do tempo.
Esse cenário não é hipótese: é o que o próprio mercado financeiro confirma, semana após semana. A meta da Selic está em 13,75% ao ano desde 16 de setembro de 2026, quando o Copom promoveu seu último corte. A próxima decisão sai em 4 de novembro, dias à frente. E o Boletim Focus divulgado em 26 de outubro de 2026 mostrou que a taxa básica de juros permaneceu projetada em 13,25% ao ano pela segunda semana consecutiva para o fim deste ano — com a mediana para 2027 em 11,75%, ou seja, ainda em dois dígitos.
Para a Moreco, marketplace B2B de locação de bens produtivos por assinatura, esse quadro reforça uma lógica simples: financiar a compra de uma máquina, um veículo ou um equipamento de produção a esse custo, para usá-lo poucos dias por mês, tende a imobilizar capital que a empresa poderia manter livre para operar. Alugar, nesse cenário, deixa de ser 'só mais barato' e passa a ser uma forma de não carregar peso morto no balanço enquanto os juros não cedem de verdade.
Na prática da Moreco, esse raciocínio vira plataforma: o marketplace conecta empresas e profissionais que precisam de um ativo produtivo — de equipamentos a veículos de trabalho — a locadores donos desses bens, formalizando o contrato entre as partes sem que a Moreco seja proprietária do ativo (modelo asset-light). A ideia é que a decisão de comprar ou alugar deixe de ser feita no escuro e passe a considerar o custo real de manter capital parado num cenário de juro ainda elevado.
Com o Copom se reunindo em menos de uma semana e o Focus já sinalizando estabilidade no patamar atual, o debate sobre o peso do financiamento tende a continuar no radar de quem decide investimentos produtivos nos próximos meses.