Selic a 14%: cada R$ 100 mil parados numa máquina custam R$ 14 mil/ano só de juros — e quase 1 em cada 4 máquinas novas já vai direto pra locadora
08 de setembro de 2026 · Moreco — Release de imprensa
Faça a conta antes do Copom (16/09): Com a Selic em 14% ao ano, cada R$ 100 mil parados numa máquina custam R$ 14 mil por ano — só de juros. O mercado já respondeu: em 2025, quase 1 em cada 4 máquinas novas vendidas no Brasil (23%) foi direto pra uma locadora, não pra quem opera (Estudo Sobratema). O setor de locação já vale R$ 52,9 bi e cresce 7% ao ano. A Moreco nasce pra dar liquidez a ele: um marketplace que conecta equipamento ocioso a quem precisa por assinatura. 📊 ENQUETE: sua empresa comprou ou alugou o último equipamento? ▫️ Comprou ▫️ Alugou ▫️ Metade e metade
Com a Selic em 14% ao ano, cada R$ 100 mil imobilizados na compra de uma máquina custam R$ 14 mil por ano apenas em juros — o preço de manter capital parado num ativo em vez de mantê-lo girando no negócio. E o mercado brasileiro parece já ter feito essa conta: em 2025, as locadoras foram responsáveis por adquirir 23% de todas as máquinas vendidas no país, segundo o Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos. Na prática, quase uma em cada quatro máquinas novas saiu de fábrica direto para ser alugada, não comprada por seu usuário final.
O dado ganha peso na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne, nos dias 15 e 16 de setembro, para decidir os rumos da taxa básica de juros. A Selic está hoje em 14,00% ao ano, patamar definido na reunião de 4 e 5 de agosto de 2026, quando o Copom promoveu sua quarta redução consecutiva de 0,25 ponto. Ainda em dois dígitos, o custo de capital mantém sob pressão a decisão de imobilizar dinheiro na compra de um equipamento.
O tamanho do mercado que se abre com esse movimento:
- O setor de locação de máquinas e equipamentos deve faturar R$ 52,9 bilhões em 2026, alta de 7% sobre os R$ 49,4 bilhões de 2025.
- Nos últimos cinco anos, o segmento cresceu a uma média de 10% ao ano.
- São cerca de 50 mil empresas no setor, que empregam 200 mil pessoas e respondem por 0,4% do PIB.
- A penetração da locação frente à propriedade já chega a 40%.
- A concentração é regional: Sudeste (60%), Nordeste (15%), Sul (13%), Centro-Oeste (7%) e Norte (5%).
Os números constam do Rental Market Report, elaborado pela KPMG a pedido da Analoc (Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas), com apoio da Sobratema. Para Paulo Esteves, presidente da Analoc, o rental "deixou de ser uma alternativa e passou a ser uma estratégia", já que ao alugar as empresas não precisam imobilizar capital na compra e liberam recursos para áreas que geram valor.
A leitura da Moreco: quando a própria indústria já vende quase um quarto de suas máquinas para locadoras, isso sinaliza que o acesso ao bem produtivo — e não a posse dele — virou o centro da decisão de muitas empresas. Sob Selic de dois dígitos, cada real parado num ativo é um real que deixa de girar no negócio. É exatamente essa lacuna que a Moreco endereça: um marketplace B2B (aberto também a pessoa física) que conecta quem tem equipamento ocioso a quem precisa dele por assinatura, sem que a Moreco seja dona dos ativos. O modelo aproxima o setor pesado da lógica de acesso que já se consolidou em outros mercados.
A Moreco prepara seu lançamento formal para os próximos dias. A proposta é dar mais liquidez e transparência a um mercado de R$ 52,9 bilhões que, segundo o próprio estudo, ainda tem 60% concentrado no Sudeste e apenas 5% no Norte — sinal de que há muito espaço de expansão geográfica e de intermediação a ser ocupado.
Próximo passo: a decisão do Copom sai na noite de 16 de setembro. Independentemente do resultado, o recado do dado setorial é anterior à taxa: a pergunta que mais empresas brasileiras estão se fazendo deixou de ser 'qual máquina comprar' e passou a ser 'preciso mesmo comprar?'.