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1 em cada 4 máquinas novas vendidas no Brasil em 2025 foi parar numa locadora, não em quem opera — e a Selic recém-cortada a 13,75% explica a conta

17 de setembro de 2026 · Moreco — Release de imprensa

Um número do setor passou quase despercebido na semana do Copom: em 2025, 23% de todas as máquinas novas vendidas no Brasil (1 em cada 4) foram compradas por locadoras — e não por quem opera o equipamento. Com a Selic recém-cortada para 13,75%, mas ainda alta em termos reais, a pergunta que separa quem cresce de quem só imobiliza capital é simples. Sua empresa ainda compra máquina — ou já usa sem comprar?

São Paulo, 17 de setembro de 2026 — Enquanto o país discutia a decisão do Copom desta semana, um número do próprio setor de bens de capital passou quase despercebido: em 2025, quase uma em cada quatro máquinas novas vendidas no Brasil não foi para quem opera o equipamento — foi para o pátio de uma empresa de locação.

O indicador vem do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos: em 2025, as locadoras responderam pela compra de 23% de todas as máquinas vendidas no país. Na prática, uma em cada quatro máquinas novas foi direto para uma locadora, e não para a empresa que a utiliza no dia a dia da obra ou da operação.

O dado não é isolado. Segundo o Rental Market Report, estudo elaborado pela KPMG a pedido da Analoc (Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas) com apoio da Sobratema, a relação entre locação e propriedade já chega a 40% no país, e o mercado de locação de máquinas e equipamentos deve faturar R$ 52,9 bilhões em 2026, crescimento de 7% sobre os R$ 49,4 bilhões de 2025, com avanço médio de 10% ao ano nos últimos cinco anos.

Para a Moreco, marketplace B2B de locação de bens produtivos que entra em operação formal neste mês, esses números descrevem uma mudança de crença no mercado brasileiro: a ideia de que ter o equipamento no balanço é sinônimo de segurança está sendo substituída pela lógica de acessar a capacidade produtiva sem imobilizar capital nela.

"Durante décadas, o gestor brasileiro aprendeu que patrimônio é proteção. O que os dados de mercado mostram é o contrário: cada vez mais empresas percebem que a máquina parada na garagem é capital preso, não capital seguro", afirma Adriano Salvático, CEO e fundador da Moreco. "Não estamos inventando esse movimento — ele já está nos números do setor. Estamos organizando o encontro entre quem tem o ativo ocioso e quem precisa dele, do mesmo jeito que outros setores já fizeram com carros e imóveis."

O pano de fundo macroeconômico ajuda a entender a aceleração. Nesta terça e quarta-feira (15 e 16/09), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic para 13,75% ao ano — a quinta queda consecutiva. Mesmo em trajetória de corte, a taxa segue elevada em termos reais, o que penaliza especialmente segmentos intensivos em capital. Na leitura da Moreco, é justamente nesse ambiente que a decisão entre comprar e alugar deixa de ser operacional e vira estratégia financeira: com juros de dois dígitos, o custo de manter capital imobilizado num ativo que opera apenas parte do tempo pesa mais no caixa do que a locação equivalente.

É nesse ponto que o modelo da Moreco se distingue do aluguel tradicional. A empresa não é dona dos equipamentos: opera como marketplace, intermediando o locador terceiro que tem o ativo e o locatário que precisa dele — um modelo asset-light que amplia a oferta disponível sem concentrar patrimônio numa única frota.

Para pautas e entrevistas, a Moreco disponibiliza seus porta-vozes para comentar o movimento de migração de 'possuir' para 'usar' no mercado de bens produtivos e seus efeitos no cenário de juros atual.

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