1 em cada 4 máquinas novas no Brasil já é comprada por locadora — e a Selic a 14% às vésperas do Copom explica a conta
09 de setembro de 2026 · Moreco — Release de imprensa
Uma em cada 4 máquinas novas vendidas no Brasil em 2025 não foi para quem vai usá-la — foi direto para uma locadora (Estudo Sobratema). Com a Selic em 14% às vésperas do Copom desta semana, esse número deixa de ser curiosidade e vira conta: cada R$ 100 mil parados numa máquina própria carregam o custo de oportunidade dos juros mais altos do mundo. A ideia de que "ter patrimônio é segurança" está sendo reescrita — e o mercado já votou com o bolso. Pergunta honesta para quem lidera empresa: comente o setor da sua empresa e qual foi a última decisão de vocês — comprar ou alugar o equipamento?
Às vésperas da reunião do Copom de 15 e 16 de setembro, um dado do próprio setor de máquinas ajuda a explicar por que cada vez mais empresas param de comprar equipamento e passam a alugá-lo: em 2025, uma em cada quatro máquinas novas vendidas no Brasil não foi para o canteiro de obras de quem a usa — foi direto para o pátio de uma locadora.
Segundo o Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos, somente em 2025, as locadoras foram responsáveis por adquirir 23% de todas as máquinas vendidas no Brasil, consolidando-se como um dos maiores canais de consumo da indústria. Em outras palavras: o maior comprador de máquina do país, hoje, é quem não pretende usá-la — pretende alugá-la para outros.
O pano de fundo é o custo do dinheiro. A taxa Selic está em 14,00% ao ano desde a última reunião do Comitê de Política Monetária, em 5 de agosto de 2026 (Banco Central), e o mercado chega à decisão desta semana projetando um novo corte. Os juros básicos estão em 14% ao ano e a expectativa predominante no mercado é de um novo corte de 0,25 ponto percentual, para 13,75%. A reunião do Copom começa em 15 de setembro e termina no dia 16. A decisão será divulgada na noite do segundo dia, acompanhada de um comunicado com a avaliação do comitê sobre a inflação e a atividade econômica.
Mesmo com o corte projetado, os juros seguem entre os mais altos do mundo. Esse cenário sugere que, mesmo com um novo corte em setembro, os juros permaneceriam elevados por um período prolongado. Para a Moreco, é aí que a leitura do dado do setor ganha peso: em um custo de capital de dois dígitos, cada real imobilizado em um ativo que fica parte do tempo ocioso deixa de render — e a locação deixou de ser plano B para virar decisão financeira consciente. A própria migração já em curso na indústria, com quase um quarto das máquinas novas indo para locadoras, é, no entendimento da Moreco, o mercado votando com o bolso.
O tamanho de quem já fez essa conta. O mercado brasileiro de rental não é nicho. O mercado brasileiro de locação de máquinas e equipamentos deve alcançar um faturamento de R$ 52,9 bilhões em 2026, o que representa um crescimento de 7% em relação ao ano passado, quando atingiu R$ 49,4 bilhões. Nos últimos cinco anos, o setor tem apresentado um aumento médio de 10% ao ano. E a penetração da modalidade já é relevante: o rental (relação locação versus propriedade) já chega a 40% no país.
Reenquadrando uma crença antiga. Durante décadas, ter patrimônio — máquina, frota, equipamento no nome da empresa — foi sinônimo de segurança e solidez. Sob juros de 14%, essa mesma solidez tem um custo de oportunidade que aparece no balanço: capital de giro travado em um bem que se deprecia. A Moreco parte justamente dessa inversão. Como marketplace B2B (que também atende pessoa física) de locação de bens produtivos por assinatura, a empresa não é dona dos ativos: conecta, em um único ambiente, quem tem equipamento ocioso a quem precisa dele, no modelo de intermediação entre locador e locatário — a mesma lógica de "usar em vez de possuir" que reorganizou hospedagem e mobilidade, agora aplicada a um setor pesado e tradicional.
A Moreco formaliza sua entrada nesse mercado até 15 de setembro de 2026, com o produto já em operação real na fase de tração inicial — em sintonia com uma pergunta que a decisão do Copom desta semana coloca para todo gestor de frota e dono de empresa: quanto do seu capital ainda está imobilizado em máquina parada, e a que taxa?
Para pautas e entrevistas, a Moreco disponibiliza porta-voz para comentar o cruzamento entre custo de capital, ciclo de juros e o avanço da locação de bens produtivos no Brasil.