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Investimento cresce puxado por bens de capital, mas consumo das famílias recua: o dilema que a locação por assinatura tenta destravar

06 de setembro de 2026 · Moreco — Release de imprensa

PIB do 2º tri: o investimento subiu, mas o consumo das famílias caiu mesmo com desemprego em mínimas. O que esse descompasso revela sobre como as empresas brasileiras estão (ou não) comprando máquinas — e por que a locação por assinatura entra nessa conta. 📊

O Brasil voltou a investir em capacidade produtiva no segundo trimestre de 2026 — mas o motor veio de fora e de forma concentrada. Segundo as Contas Nacionais Trimestrais divulgadas pelo IBGE em 1º de setembro de 2026, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), medida dos investimentos, subiu 1,2% ante o primeiro trimestre e foi o principal vetor positivo da demanda interna. O PIB total avançou 0,5% no período e totalizou R$ 3,4 trilhões.

O detalhe que qualifica o número importa para quem produz: segundo o IBGE, a alta da FBCF foi puxada principalmente pela importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software. Ou seja, parte relevante do investimento em máquinas e equipamentos que fez a conta subir foi atendida por bens vindos de fora, e não por um ciclo amplo e distribuído de aquisição de ativos pelo tecido produtivo nacional.

Na outra ponta, o sinal de cautela: o consumo das famílias, principal motor da economia, recuou 0,4% na comparação trimestral, mesmo com o desemprego em mínimas históricas. Para Yihao Lin, economista da Genial Investimentos, a retração do consumo é 'particularmente relevante' justamente por ocorrer com o mercado de trabalho aquecido — um descompasso que ajuda a explicar por que empresas seguem seletivas na hora de comprometer capital em ativos.

É nesse ponto que o modelo de locação de bens produtivos por assinatura ganha leitura editorial. Quando o investimento agregado sobe, mas de forma concentrada em importações e em poucos vetores, uma parcela do mercado — sobretudo pequenas e médias operações — continua fora do ciclo por não ter fôlego para descapitalizar em máquinas próprias. A locação sob demanda funciona como uma via alternativa de acesso à capacidade produtiva sem a imobilização de capital, permitindo que o operador use o ativo pelo tempo em que ele gera receita, em vez de carregá-lo como custo fixo.

'Um investimento que cresce puxado por bens de capital importados e por software mostra que a economia quer produzir mais, mas ainda de forma seletiva. O papel de um marketplace de locação é ampliar esse acesso para quem não consegue, ou não quer, comprar o ativo', afirma a Moreco. A empresa opera em modelo asset-light: não é dona dos equipamentos, e sim intermedeia a relação entre locadores terceiros e locatários, o que a coloca como observadora de como a demanda por ativos produtivos se comporta na base da economia.

A leitura do trimestre chega às vésperas de um marco da própria companhia: a Moreco tem lançamento formal previsto para até 15 de setembro de 2026, quando abre oficialmente sua operação de marketplace B2B (aberto também a pessoas físicas) de locação de bens produtivos. A empresa não divulga projeções de mercado próprias e reforça que os dados de atividade citados são de fonte oficial do IBGE.

Sobre a Moreco: marketplace vertical de locação de bens produtivos por assinatura, em modelo asset-light, que conecta quem tem ativos ociosos a quem precisa de capacidade produtiva sob demanda.

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